
Observações inéditas feitas por astrônomos da Universidade de Sydney, na Austrália, encontraram um tipo mais “esbelto” de estrela gigante vermelha. Tais estrelas sofreram uma perda dramática de peso, possivelmente devido à presença de um “vizinho aproveitador”.
Publicada nesta quinta-feira (14) na revista Nature Astronomy, a descoberta é um passo importante para entender a vida das estrelas na Via Láctea.
Há milhões de estrelas gigantes vermelhas em nossa galáxia. Esses objetos frios e luminosos são o que nosso Sol se tornará em quatro bilhões de anos. Por algum tempo, os astrônomos previram a existência de gigantes vermelhas mais magras. Agora, cientistas finalmente conseguiram confirmar sua existência.
“Tivemos muita sorte em encontrar cerca de 40 gigantes vermelhas mais finas, escondidas em um mar de estrelas padrão. As gigantes vermelhas mais finas são menores em tamanho ou menos massivas do que as gigantes vermelhos normais”, disse o autor principal do estudo, Yaguang Li, doutorando da Universidade de Sydney.
Como e por que eles emagreceram? A maioria das estrelas no céu estão em sistemas binários — duas estrelas que estão gravitacionalmente ligadas uma à outra. Quando as estrelas em binários próximos se expandem, como elas fazem à medida que envelhecem, algum material pode alcançar a esfera gravitacional de seu companheiro e ser sugado. “No caso de gigantes vermelhas relativamente minúsculas, achamos que um companheiro poderia estar presente”, disse Li.
A equipe analisou dados de arquivo do telescópio espacial Kepler, da NASA, que entre 2009 e 2013 registrou continuamente variações de brilho em dezenas de milhares de gigantes vermelhas. Usando esse imenso conjunto de dados incrivelmente precisos, a equipe realizou um censo completo dessa população estelar, fornecendo as bases para detectar quaisquer aberrações.
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