
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) está a um passo de começar a operar efetivamente, e os engenheiros responsáveis pelo observatório estão fazendo os ajustes finais nos instrumentos que o compõem.
Algumas imagens de teste foram feitas e divulgadas pela equipe durante a fase de comissionamento, ao longo dos últimos meses. Agora, um alvo notável entrou em foco: a Grande Nuvem de Magalhães.
De acordo com Scott Friedman, cientista-chefe de comissionamento do JWST no Instituto de Telescópios de Ciência Espacial da NASA, o principal objetivo do registro de nosso vizinho galáctico era calibrar qualquer distorção e aprimorar a nitidez das imagens.
Usando seu instrumento mais frio, o Mid-Infrared Instrument (MIRI), o telescópio de próxima geração foi capaz de captar a Grande Nuvem de Magalhães com uma clareza sem precedentes na história das observações astronômicas, comprovando seu altíssimo desempenho.
A nova imagem do MIRI mostra a química do gás interestelar da galáxia nos melhores detalhes até agora, incluindo a emissão de moléculas de carbono e hidrogênio chamadas “hidrocarbonetos aromáticos policíclicos”, considerados alguns dos blocos de construção da vida.
Em entrevista coletiva transmitida ao vivo pela Internet na segunda-feira (9), cientistas da equipe disseram que essa capacidade de captação de imagem é fundamental para ajudar o telescópio a entender como estrelas e sistemas protoplanetários são formados.
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