
No fim da tarde desta quarta-feira (25), a cápsula CST-100 Starliner, feita pela Boeing sob encomenda para a NASA, deve pousar no Campo de Teste de Mísseis White Sands (WSMR), do Exército dos EUA, finalizando a primeira missão de teste bem-sucedida à Estação Espacial Internacional (ISS).
Denominada Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), a missão, embora não tripulada, foi projetada para demonstrar a aptidão da espaçonave em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Como o próprio nome diz, foi a segunda tentativa, após um esforço fracassado feito em 2019.
A Boeing foi contratada pela NASA em 2014, e até agora não prestou esses serviços à agência. Um acordo semelhante foi fechado com a SpaceX, que já lançou quatro voos operacionais tripulados para a estação com seu foguete Falcon 9 e cápsula Dragon.
No entanto, ao que tudo indica, pode não demorar muito para que a Starliner volte à órbita executando exatamente a função para a qual foi desenvolvida. Isso porque, de acordo com o site SpaceNews, a NASA revelou que, entre junho e agosto, já vai começar a especificar as atribuições da tripulação do Crew Flight Test – CFT, o primeiro voo de teste com astronautas a bordo da cápsula.
Segundo a agência, o cronograma dependerá de modificações que podem precisar ser feitas na espaçonave para coibir falhas identificadas durante o OFT-2 com propulsores defeituosos e sistemas de resfriamento – nenhuma delas, no entanto, grave o suficiente a ponto de comprometer a missão.
Além disso, de acordo com a chefe do programa de voos tripulados da NASA, Kathy Lueders, os planos e a agenda da agência devem estar alinhados com o pessoal da Boeing. Isso inclui, por exemplo, determinar quem serão os tripulantes a bordo do CFT.
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