Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Arqueólogos podem ter encontrado estátua de Hércules no fundo do mar

Arqueólogos podem ter encontrado estátua de Hércules no fundo do mar

A busca por artefatos de um navio naufragado no litoral da Grécia resultou em arqueólogos encontrando o que acreditam ser uma estátua do semideus Hércules, da mitologia grega, datada de mais ou menos 2 mil anos.

Segundo a mitologia, Hércules, filho de Zeus, o rei dos deuses do Olimpo, com uma mulher humana chamada Alcmena, teve que completar 12 trabalhos para o rei Euristeu, por ter assassinado sua esposa e filhos em uma fúria insana causada por um feitiço da deusa Hera.

A estátua – na verdade, apenas a cabeça dela – estava no fundo do Mar Egeu, e foi descoberta durante um processo de escavação iniciado em 23 de maio e terminando em 15 de junho. Apesar de Hércules ser um herói da mitologia grega, a estátua é de origem romana (“Hercules” é a tradução do nome para os romanos, sendo que, em grego, o personagem era conhecido como “Heracles” ou “Herakles”).

De acordo com Lorenz E. Baumer, professor de arqueologia da Universidade de Genebra, as descobertas incluem partes de estátuas de mármore, alguns dentes de bronze e unhas de ferro, todos retirados dos destroços de Anticítera (Anthykera), um navio que afundou no litoral grego na segunda metade do século I d.C (“depois de Cristo”).

“Dois mil anos é um tempo muito longo, mas quando você pensa em gerações — gerações de 25 anos cada, para ser preciso — isso nos dá 80 gerações”, disse o professor. “É isso que é fascinante na arqueologia: você é colocado em contato direto com as pessoas”.

O naufrágio em questão foi descoberto por acidente no início do século XX, por mergulhadores gregos. Desde então, a região tem oferecido grandes insights sobre vários aspectos da civilização romana antiga – um dispositivo muito famoso, a “Máquina de Anticítera”, tida por muitos como o “primeiro computador da história”, veio de lá.

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