Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Mapeamento por fotos pode aumentar a segurança de pousos na Lua e em Marte

Mapeamento por fotos pode aumentar a segurança de pousos na Lua e em Marte

Um novo método de mapeamento por fotos que gera mapas de superfície com alta resolução pode ajudar na exploração da Lua, Marte e outros planetas e corpos celestes. O resultado é obtido através de uma combinação de dados topográficos com os níveis de sombra da luz do sol nas imagens ópticas.

Essa nova técnica pode aumentar a segurança não só de equipamentos como rovers, mas também de astronautas em futuras missões espaciais. Vale lembrar que ontem (5) foi confirmada a data de lançamento da Artemis 1, próxima missão da NASA rumo à Lua, que se tudo der certo, será lançada no dia 29 desse mês.

Esse método permite interpretar as sombras em imagens para extrair a topografia exata, o que pode ser inestimável para identificar locais de pouso seguros nas próximas missões espaciais para a Lua, assim como em missões de robôs para Marte.

O projeto de mapeamento por fotos é de Iris Fernandes, ex-aluna de doutorado do Niels Bohr Institute de Copenhague, Dinamarca. Em suas palavras, “esse método é rápido, preciso e não depende de nenhuma suposição. Antes, se você fizesse a pergunta: O quão precisa é a avaliação da topografia – não existia uma resposta satisfatória. Agora, a topografia precisa é revelada, e podemos até quantificar as incertezas”.

Esse método de mapeamento foi desenvolvido observando o desfiladeiro Stevns Klint na Dinamarca. O objetivo inicial era usar fotos de Stevns Klint para modelar padrões na superfície. Mas, na prática, isso se mostrou um desafio, já que o algoritmo interpretava as sombras como características geológicas, gerando distorções no modelo. 

Ela conta que sempre se interessou por planetas, e que sabia que a superfície da Lua estava sendo estudada. Assim, deduziu corretamente que suas fotos seriam uma boa fonte de estudo para resolver o problema que tinha encontrado. “Quando filtramos as sombras, pudemos ver o que elas estavam “escondendo”, por assim dizer – as formas da superfície”, explica Iris Fernandes.

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