
A intervenção humana em Marte pode mudar a forma como o planeta se comporta atualmente. Uma pesquisa mostra que talvez seja possível fazer plantações de alimentos no solo pobre em nutrientes orgânicos do planeta vermelho. Os cientistas descobriram que a alfafa e bactérias fotossintéticas podem promover características que favorecem o crescimento e a sustentação da agricultura.
Essa técnica, se funcionar no ambiente marciano, poderá superar o desafio de fornecer alimentos aos astronautas durante as missões humanas ao Espaço, expectativa em expansão e muito discutida nos últimos anos.
Os cientistas decidiram fazer uma simulação do solo de Marte aqui na Terra. Para isso, eles buscaram elementos com composição próxima à de rochas vulcânicas desintegradas. Surpreendentemente, a alfafa cresceu bem nessa simulação, um indicativo positivo que abriu a possibilidade dessa planta ser utilizada, em pó, como adubo. Com o solo enriquecido com alfafa, eles observaram o crescimento de nabos, rabanetes e alfaces.
Para lidar com a alta salinidade da superfície de Marte, os cientistas empregaram o uso de uma cepa de bactéria marinha fotossintética conhecida como Synechococcus sp., frequentemente utilizada em plantas de biodesalinização da água do mar na Terra. Esse micro-organismo foi muito eficaz na remoção de sal da água.
Em entrevista ao Space.com, o líder do projeto, Pooka Kasiviswanathan, que iniciou a pesquisa durante o ensino médio, disse que sempre se perguntou sobre a possibilidade de haver vida em ambientes extraterrestres e disse que isso o levou a se apaixonar por astrobiologia.
Segundo a coautora do estudo e biogeoquímica da Universidade de Iowa, Elizabeth Swanner, essas descobertas podem dizer muito sobre o cultivo. “Isso é promissor porque a alfafa pode ser usada para fertilizar o solo e cultivar plantas alimentícias que normalmente não cresceriam nesse material”, declarou.
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