
Ao longo dos séculos, diversas histórias de inundação foram contadas pelos mais variados povos e civilizações. A mais famosa (pelo menos para os cristãos) é a da Arca de Noé. Do Oriente ao Ocidente, no entanto, estes relatos impressionam pela similaridade. E fica uma dúvida: qual é o dilúvio original?
Também conhecida como a 11ª tábua da Epopeia de Gilgamesh, este fragmento de uma tábua de argila cozida contém inscrições cuneiformes descrevendo um dilúvio épico que varreu a Babilônia. Ela foi encontrada em Nínive (ou Kouyunjik), uma antiga cidade assíria na Alta Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque.
A Epopeia de Gilgamesh data do terceiro milênio a.C., mas esta tábua em particular é ainda mais antiga. O conto épico descreve como os deuses enviaram um dilúvio para destruir a Terra. No entanto, um deus, Ea, alerta o governante de um antigo reino, Utu-napishtim, e o instrui a construir um barco para salvar a si mesmo e sua família, juntamente com “pássaros e animais de todos os tipos”.
Assim como na Bíblia, os protagonistas soltam pássaros para ver se as águas haviam recuado o suficiente para que a terra emergisse. Mais tarde, Utu-napishtim conta a Gilgamesh sua experiência. O artefato faz parte da coleção permanente do Museu Britânico.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Entre para comentar.