Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Cientistas criam forma barata de degradar produtos químicos prejudiciais à saúde

Cientistas criam forma barata de degradar produtos químicos prejudiciais à saúde

Os cientistas encontraram uma forma simples de degradar um dos maiores grupos de produtos químicos já criados pelo homem, os PFAS (perfluoroalquil). Eles são responsáveis por gerar poluentes prejudiciais, que resultam em danos ambientais e na saúde humana.

Esses componentes são notórios e amplamente utilizados em aplicações domésticas e industriais, como fios dentais, utensílios de cozinha antiaderentes, aeronaves comerciais, telefones celulares, alimentos pré-aquecidos, entre outros. Além disso, esses químicos estão vinculados a diversos tipos de doenças. Suas propriedades repelente de água e gordura os tornaram agentes eficazes antiaderente e impermeabilização, mas também contaminantes ambientais muito persistentes que acabam caindo na corrente sanguínea.

A pesquisa publicada na Science e liderada pela química de materiais da Universidade de Northwestern, Brittany Trang, mostra que ligações intensas, como a que existe na interação carbono-flúor, podem ser quebradas sob um conjunto específico de condições leves, fato que traz esperança já que os PFAS são conhecidos por formarem “ligações eternas”, que demoram centenas de anos para serem degradadas.

Recentemente, uma série de estudos detectou a presença desses compostos, em níveis inseguros, em fontes de água. Todas as tentativas de eliminação desses compostos foram em vão, pois eles permaneceram intactos após as tentativas de filtração da água. Há poucas formas conhecidas de descartá-los.

A equipe de Trang desenvolveu um processo que usa baixa energia e degrada os PFAS a temperaturas amenas, usando reagentes baratos e deixando apenas moléculas com carbono e íons de flúor que não causam mal à saúde.

Durante uma entrevista coletiva, o professor de química da Universidade Northwestern, William Dichtel, declarou que “o conhecimento fundamental de como esses materiais se degradam é provavelmente a coisa mais importante que sai deste estudo”.

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