
Além da apreensão geral da comunidade astronômica sobre o crescente número de satélites na órbita baixa da Terra, cientistas e pesquisadores de defesa planetária também têm suas preocupações com o assunto.
Um estudo feito pela Apollo Pesquisas Acadêmicas em parceria com a Escola de Engenharia Franklin W. Olin, no estado norte-americano de Massachusetts, consultou especialistas em defesa planetária sobre uma série de tópicos relacionados a cometas e asteroides próximos à Terra (NEO, na sigla em inglês).
Todos os 34 profissionais entrevistados disseram estar pelo menos um pouco preocupados com o efeito da superlotação de satélites na detecção de asteroides, e 24% deles expressaram preocupação extrema.
“Estudos mostraram que os satélites na órbita baixa da Terra podem afetar severamente observações feitas durante o crepúsculo, e esse é um parâmetro importante para a pesquisa NEO”, escreveu um participante que não quis se identificar.
Cristina Thomas, da Universidade do Norte do Arizona, também participante do levantamento, apontou a questão do lançamento de missões de mitigação – por exemplo, o defletor de asteroides DART, da NASA – atravessando o que ela chama de “inundação de satélites artificiais”.
“Acho absolutamente terrível que nada concreto esteja sendo feito para combater essa questão”, escreveu. “Isso só vai piorar e causar muitos problemas para as descobertas terrestres”.
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