Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Cadáveres humanos poderão virar adubo a partir de 2027 na Califórnia

Cadáveres humanos poderão virar adubo a partir de 2027 na Califórnia

O Estado da Califórnia, nos EUA, sancionou lei polêmica que permitirá, a partir de 2027, que seus cidadãos transformem restos e cadáveres humanos em adubo.

A chamada compostagem orgânica – ou redução orgânica natural – poderá ser escolhida por moradores que não querem ser enterrados ou cremados.

Em entrevista à CBN, a jornalista e comentarista Rosana Jatobá afirmou que esta é a solução mais correta para evitar os gases do efeito estufa, pois a destinação tradicional de um corpo após a morte gera muitos gases do efeito estufa.

Como exemplo, segundo dados da National Geographic, nos EUA, país no qual há uma média de três milhões de mortes por ano, a cremação gera em torno de 360 mil toneladas de gás carbônico no período.

Outra vantagem que pode ser destacada deste método de destinação de cadáveres é a não-poluição de lençóis freáticos e águas subterrâneas. “Quando o corpo é enterrado tradicionalmente, ele emite líquido conhecido como ‘chorume’ (também emitido pelo lixo comum), que contamina o meio ambiente”, ressaltou Rosana.

Jatobá explicou ainda como é realizado o processo. “O processo começa retirando do corpo alguns materiais não orgânicos, como restaurações metálicas, próteses e marca-passos. Depois, o cadáver vai para um recipiente de aço, juntamente com lascas de madeira, flores, alfafa e palha – o que permite que micróbios e bactérias decomponham os restos mortais. Depois de um mês, o material é coletado e transformado em composto para adubar o solo.”

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