Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

O telescópio James Webb viaja no tempo?

O telescópio James Webb viaja no tempo?

O telescópio James Webb fez sua estreia ao mundo lançando uma fotografia histórica tida como a imagem mais profunda já tirada do universo. Mas isso significa mais do que parece: ao registrar recantos tão distantes do espaço, o telescópio está também viajando no tempo. Mas como isso é possível?

“Telescópios podem ser máquinas do tempo. Perscrutar o espaço é como lançar o olhar para o passado”, explicaram cientistas da NASA no site WebbTelescope.org. “Pode soar mágico, mas é algo muito simples: a luz precisa de tempo para viajar por longas distâncias antes de chegar até nós.”

De fato, mesmo que atinja uma velocidade incrivelmente rápida (aproximadamente 1 bilhão de km/h), toda a luz que vemos – até mesmo o brilho de uma lâmpada no mesmo cômodo -, leva tempo para chegar aos nossos olhos. Mas, quando se trata de objetos distantes no espaço, como uma estrela, essa luz leva muito mais tempo para nos alcançar.

No caso do Sol, a estrela mais próxima de nós, situada a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra, a luz por ele emitida leva aproximadamente 8 minutos e 20 segundos para chegar até aqui. Logo, quando olhamos para o Sol, não o estamos vendo agora, mas como ele estava há 8 minutos e 20 segundos. Estamos vendo o passado.

Embora, como explicado acima, não seja necessário um telescópio potente para que enxerguemos o passado, as coisas mudam quando a intenção é mergulhar no passado remoto, como, vejamos… o surgimento do universo.

Nessa tarefa, o James Webb é excepcional. Ele não apenas consegue capturar imagens detalhadas de galáxias longínquas, como identificar a luz em comprimentos de onda invisíveis aos olhos humanos, caso das ondas infravermelhas.

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