
Um foguete modelo Epsilon, construído e gerenciado pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), decolou do Centro Espacial de Uchinoura, em Kagoshima, às 21h50 (horário de Brasília) de terça-feira (11), já 9h50 da manhã desta quarta (12) pelo horário local, em uma missão chamada Innovative Satellite Technology Demonstration 3 (Demonstração Inovadora de Tecnologia de Satélite 3, em tradução livre).
Embora tudo tenha saído, inicialmente, conforme o planejado, o lançamento fracassou no começo da terceira etapa do procedimento, levando à ordem de autodestruição enviada ao foguete dez minutos após a decolagem, em razão de “anomalias de posicionamento”, segundo Yasuhiro Funo, diretor do projeto na JAXA.
Em entrevista coletiva concedida logo após o episódio, Funo explicou que um problema técnico foi detectado no momento em que o último propulsor estava prestes a ser acionado. “Ativamos a ordem de autodestruição do foguete, porque se não conseguíssemos colocá-lo na órbita pretendida, não saberíamos para onde iria”. Como consequência, pedaços do foguete caíram no mar, a leste das Filipinas.
Hiroshi Yamakawa, presidente da JAXA, pediu desculpas pelo infortúnio, revelando que a agência estava “extremamente triste” por não ter conseguido atender às expectativas do povo japonês.
Segundo o site de notícias japonês NHK, essa foi a primeira falha do foguete Epsilon, de 24 metros de altura, que estava na terceira missão dedicada ao programa de demonstração de tecnologia de satélites e no sexto voo na contagem geral (cada voo utilizando um modelo distinto do veículo, sendo este último o Epsilon-6).
Ainda de acordo com a publicação, o principal satélite que o foguete estava transportando era o RAISE 3, uma espaçonave de 110 kg embalada com sete cargas de teste de tecnologia.
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