
Arqueólogos encontraram duas espadas vikings, de aproximadamente 1.200 anos, fincadas perpendicularmente (formando um ângulo de 90º com a superfície) em túmulos na Suécia. Não se sabe por que essas duas espadas foram enterradas eretas, mas dentre as possibilidades analisadas pela equipe, está a conexão com o deus guerreiro nórdico Odin e seu domínio Valhalla, onde guerreiros mortos supostamente residiam sob a liderança de Odin.
Em entrevista ao Live Science, esses pesquisadores declararam que essa ação é de um grande simbolismo, pois “quando você encontra espadas em túmulos – o que não acontece com muita frequência – eles muitas vezes se deitam ao lado do indivíduo enterrado, como um companheiro fiel na viagem para o próximo mundo.”
No mesmo local, a equipe encontrou um grande campo de túmulos cobrindo uma área de pouco menos de 120 metros quadrados, com pelo menos 100 enterros cremados. A maioria dos sepultamentos ocorreu no final da Idade do Ferro (1.200 a.C a 1000 d.C), e as sepulturas eram compostas por pedras e tinham até 7 metros de diâmetro.
Os dois enterros com espadas vikings têm cerca de 5 metros de diâmetro e datam do século IX ou X d.C. De acordo com os arqueólogos era muito incomum incorporar sepulturas antigas em novas durante o final da Idade do Ferro. “Isso mostra que a construção das duas configurações de pedra com espadas foi feita deliberadamente, talvez para criar uma conexão com um certo indivíduo, ancestral ou grupo social.”
Além das espadas, os dois enterros continham ossos humanos e animais cremados — incluindo os de cavalos, cães e pássaros que possivelmente foram sacrificados para a cerimônia de enterro — bem como peças de jogo feitas com ossos de baleia, vasos de cerâmica, pregos e rebites de ferro, entre outros objetos.
As espadas da Era Viking eram objetos caros, então, enterrar pessoas com esse instrumento representava um “enorme investimento”, pois as tornava “indisponíveis para uso futuro”, acrescentou a equipe. Ambas as espadas têm cerca de 90 centímetros de comprimento, e estão quebradas. Os mais de mil anos de existência e todo o processo de erosão do solo, contribuíram para a degradação do material.
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