
Em meados de 2020, a descoberta de um possível sinal de presença de fosfina nas nuvens de Vênus causou um verdadeiro alvoroço na comunidade científica. Isso porque a fosfina pode ser considerada um biomarcador – indicador de vida potencial.
Diversos estudos posteriores, no entanto, derrubaram essa hipótese. Em um artigo publicado em junho deste ano na revista Nature Communications, pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, afirmam que não existe qualquer evidência biológica na atmosfera venusiana.
De acordo com outra análise (esta conduzida pelo microbiologista John Hallsworth, da Queen’s University Belfast, também no Reino Unido), a falta de água nas nuvens da atmosfera de Vênus impede a existência de vida – ou, pelo menos, da vida como a conhecemos.
Agora, segundo o site Space.com, dados obtidos pelo recém-aposentado Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha, conhecido pela sigla SOFIA, somam-se a essas evidências de que, não, as nuvens de Vênus não podem sustentar a vida.
Montado em uma aeronave Boeing 747SP para fazer observações não acessíveis a partir de equipamentos terrestres, o telescópio SOFIA aterrissou pela última vez no fim de setembro, colocando fim a oito anos de uma missão repleta de ciência.
Antes disso, no entanto, ele conduziu observações de acompanhamento de Vênus na tentativa de confirmar ou refutar a descoberta de fosfina.
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