
Um vídeo apresentando fileiras de bebês dentro de cápsulas incubadoras viralizou nas redes sociais nos últimos dias após ser compartilhado pelo perfil de entretenimento Choquei, no Twitter.
Apesar de ter sido removido poucas horas depois, o material permaneceu tempo suficiente no ar para que as pessoas acreditassem se tratar da “primeira instalação de útero artificial do mundo”, que supostamente poderia incubar “até 30 mil fetos em laboratório por ano”.
Na verdade, segundo o site HuffPost, do Reino Unido, o vídeo divulga o trabalho do produtor e cineasta com formação em biologia molecular Hashem Al-Ghaili, que, segundo a descrição de seu site, usa sua “formação em ciência e tecnologia para desenvolver novos conceitos”.
Ele fala em “imaginar o futuro”, embora muitos confundam seus filmes com notícias reais. O Olhar Digital já falou sobre outra criação do divulgador científico: uma gigantesca aeronave movida a energia nuclear, chamada Sky Cruise, que é “um hotel futurista acima das nuvens”.
No vídeo viral dos úteros artificiais, aparece uma instalação fictícia chamada EctoLife, que promete ser uma solução para, por exemplo, pacientes com câncer que precisam ter seus úteros removidos.
Segundo o material de divulgação, além de reduzir possíveis complicações gestacionais, a plataforma seria uma ferramenta útil para países que experimentam o declínio populacional, como Japão, Bulgária e Coreia do Sul.
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