Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Maior flor já encontrada preservada em âmbar não é o que se pensava

Maior flor já encontrada preservada em âmbar não é o que se pensava

Um artigo publicado recentemente na revista Scientific Reports traz novas informações sobre uma flor presa no âmbar do Mar Báltico que chama atenção tanto pelo tamanho quanto pela beleza.

O âmbar (resina de árvore pegajosa que endurece e preserva o que está dentro) é uma janela para os tempos antigos – às vezes, ao mesmo tempo, uma obra de arte. 

É o caso da relíquia encontrada há 150 anos e reexaminada agora pelas cientistas Eva-Maria Sadaowski, pesquisadora de pós-doutorado no Museu de História Natural de Berlim (Alemanha), e Christa-Charlotte Hofmann, paleontóloga da Universidade de Viena (Áustria).

Segundo a agência internacional de notícias Cnet, a abordagem de Sadaowski e Hofmann corrigiu um erro científico cometido há 150 anos, quando o achado foi descrito pela primeira vez e batizado de Stewartia kowalewskii.

Embora 28 milímetros de diâmetro possa parecer pequeno, essa medida caracteriza um gigante entre flores presas em âmbar antigo. “As inclusões de flores podem ser raras e geralmente não excedem 10 mm de tamanho”, relata o novo estudo sobre o espécime.

Com idade estimada em cerca de 35 milhões de anos, o âmbar contendo a flor foi analisado pela primeira vez em 1872, quando cientistas usaram um bisturi para extrair seu pólen e compará-lo ao de espécies conhecidas. 

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