
Crocodilos mumificados foram encontrados em uma tumba no Egito localizada em Qubbat al-Hawā, na margem ocidental do rio Nilo. O processo de mumificação dos crocodilos é único e alguns deles sofreram até decapitação após estarem secos.
No antigo Egito, os crocodilos eram muito associados à divindade Sobek, deus da fertilidade e que muitas vezes era representado como o réptil ou uma figura antropomorfizada de um humano com a cabeça do animal.
A mumificação de animais tinha um significado espiritual para os antigos egípcios, eles eram colocados em tumbas provavelmente por serem como oferendas a deuses ou representações físicas das divindades.
Diversas espécies de animais já foram encontradas em tumbas desde os crocodilos, até animais como gatos, cachorros, babuínos e aves. Segundo Bea De Cupere, autora do estudo responsável por encontrar os crocodilos mumificados, em resposta a Newsweek a mumificação dos animais permitia a conexão entre o mundo humano e o divino.
O sítio de Qubbat al-Hawā já é estudado por pesquisadores da Universidade de Jaén, na Espanha, desde 2008 e é um dos cemitérios mais densamente ocupados do Egito Antigo. Acredita-se que a necrópole está em uso desde 2500 anos atrás e foi organizada com camadas de arenito de forma a construir terraços.
Os crocodilos foram encontrados em 2019 em uma tumba até então intacta. Os achados consistem em 5 animais quase com o corpo completo e mais outros cinco que são apenas cabeças decapitadas. Segundo a pesquisa publicada no Plus One, as múmias revelam mais informações sobre as práticas funerárias dos antigos egípcios.
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