
Na semana passada a Olhar Digital anunciou que uma empresa norte-americana de biotecnologia pretende trazer de volta à vida os dodôs, espécie extinta há mais de 350 anos atrás. No entanto, pesquisadores acreditam que trazer a espécie de volta à vida pode não ser uma boa ideia.
Os dodôs foram extintos por causa dos marinheiros que se alimentavam dos animais e a introdução de espécies não nativas trazidas pelos europeus, como cachorro, gatos, porcos e ratos. A desextinção da espécie só é possível graças ao sequenciamento de genoma feito pela Universidade da Califórnia em 2022.
Segundo Josh Milburn, professor de filosofia moral e política da Universidade de de Loughborough, em respostas a Newsweek, trazer a espécie de volta à vida pode ser apenas mais um capricho da humanidade pois parece estar instrumentalizando os animais.
Se os esforços de extinção forem bem-sucedidos, o que acontecerá com os dodôs criados? Eles serão mantidos em zoológicos para nossa diversão? Isso soa errado. Não devemos criar animais apenas para explorá-los
O professor ainda pontua sua preocupação acerca dos animais que serão usados para que o dodô seja trazido de volta à vida. Ele questiona se eles serão confinados e destinados a sofrer uma morte prematura, ou serão respeitados.
Além disso, o plano da Colossal é reintroduzir os dodôs de volta a Ilha Maurício, mas um estudo sobre o impacto nas pessoas e espécies que vivem lá atualmente precisa ser realizado.
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