Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de fevereiro de 2023 · 2 min de leitura ·

James Webb ultrapassa limites e observa colisão de sonda com asteroides 

James Webb ultrapassa limites e observa colisão de sonda com asteroides 

No final de setembro do ano passado, a NASA fez a espaçonave DART colidir com asteroide Dimorphos para testar um sistema espacial de defesa planetária. A colisão foi observada por diversos telescópios e agora a Agência Espacial Norte-Americana anunciou que o James Webb não ficou de fora das observações da demonstração.

Em uma postagem recente de blog, Stefanie Milam, vice-cientista do projeto JWST, anunciou que foram necessários muitos esforços para que o observatório espacial pudesse observar o teste histórico de deflexão de rocha espacial.

A espaçonave foi lançada cerca de 10 meses antes de colidir com o asteroide em 26 de setembro de 2022. A sonda Double Asteroid Redirection Test (DART) possuía cerca de 570 quilos e foi o primeiro experimento de defesa planetária do tipo, para caso algum asteroide entre em rota de colisão com nosso planeta futuramente. 

O James Webb foi programado para observar objetos mais distantes e com movimento lento em relação ao observatório. O corpo mais rápido planejado para o telescópio acompanhar foi Marte, que viaja a 30 milisegundos de arco por segundo, uma medida usada para medir ângulos e o tempo que um objeto leva para percorrê-lo.

No entanto, a dupla de asteroides se encontrava 24 vezes mais perto da Terra, do que a distância média de Marte quando DART colidiu o Dimorphos. Portanto a distância angular, quando observada pelo James Webb, percorrida por segundo por ele era mais 3 vezes maior que a do planeta vermelho, cerca de 100 milissegundos de arco por segundo.

Para observar objetos em movimento, o observatório utiliza o seu Sensor de Orientação Fina (FGS),  a câmera trava o sensor em uma estrela guia para observar o objeto em movimento. Quando o corpo se move muito rápido, o James Webb precisa ficar alternando entre estrelas guias para conseguir acompanhar o movimento, exigindo muita técnica. No caso do asteroide, a observação não precisou ser muito longa para que fosse exigido isso.

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