
Depois de fazer uma passagem midiática pelo Sistema Solar, com uma tão aguardada “visita” à Terra – após mais de 50 mil anos – e um “chega mais” em Marte, o cometa C/2022 E3 (ZTF) pode estar se despedindo (e para sempre) da nossa vizinhança.
De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, a aproximação do cometa com o Sistema Solar interno (do Sol até Marte) pode ter alterado sua órbita o suficiente para garantir que ele esteja agora em uma viagem só de ida para fora daqui.
“Quando um objeto do Sistema Solar é ‘fracamente hiperbólico’ – isto é, tem velocidade suficiente para que, depois de milhares de anos, escape inteiramente da gravidade do Sistema Solar – então mesmo pequenas mudanças na velocidade podem mudar a órbita dramaticamente”, disse Geza Gyuk, cientista do Planetário Adler, um museu público em Chicago (EUA) dedicado ao estudo da astronomia e da astrofísica.
“Se um objeto é ‘fracamente ligado’ – isto é, a órbita é uma elipse fechada, mas muito grande – então ele pode ser desvinculado e se transformar em uma órbita ‘fracamente hiperbólica’ com muita facilidade”, completou a cientista em comunicado.
Para cometas com órbitas assim, assemelhando-se a um círculo extremamente achatado, que vão muito além dos planetas do Sistema Solar, é fácil que suas trajetórias sejam perturbadas.
Dessa forma, eles podem voar para fora do Sistema Solar completamente. Isso significa que cada vez que um cometa com uma órbita como essa retorna ao Sistema Solar interno, essa aproximação pode ser a última. Ainda segundo o comunicado emitido pelo Planetário Adler, esse poderia ser o caso do C/2022 E3 (ZTF).
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