Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Água radioativa de Fukushima pode “matar” o Oceano Pacífico? Entenda

Água radioativa de Fukushima pode “matar” o Oceano Pacífico? Entenda

Quase 12 anos após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, as autoridades do país se preparam para botar em prática um plano polêmico: liberar toneladas de águas residuais radioativas no Oceano Pacífico.

A medida, segundo os especialistas, deve ser adotada para aliviar a pressão dos mais de 1.000 tanques de armazenamento atualmente ocupados na usina.

Entretanto, liberar água radioativa no oceano (mesmo que tratada) pode não ser lá uma boa ideia. O Greenpeace, por exemplo, aponta que ainda não se sabe se o nível de radioatividade pode alterar o DNA humano. Países vizinhos como China e Coreia do Sul também já expressaram preocupação, bem como as nações das Ilhas do Pacífico.

Ainda assim, o governo japonês, apoiado por cientistas independentes e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), defende que a liberação é “razoável e segura”. 

O principal contaminante radioativo que permanecerá mesmo após o tratamento é o trítio, uma forma radioativa de hidrogênio muito é difícil de remover por completo nesse volume de água. Vale destacar, no entanto, que para todos os elementos radioativos existem padrões internacionais aceitáveis. Para líquidos, eles são medidos em Bq (becquerel) por litro.

No momento da liberação, as autoridades japonesas escolheram um limite conservador de concentração de 1.500 Bq por litro — sete vezes abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (10.000 Bq por litro de água potável).

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