
Considerada a mais antiga das ciências, a astronomia se desenvolveu de forma distinta em diferentes povos e civilizações ao redor do mundo.
Na Europa, na Ásia e no Norte da África, ela evoluiu sob influência das culturas grega e chinesa. Já os antigos povos que habitavam as Américas tinham uma identidade cultural única e, por isso, desenvolveram uma cultura astronômica original e completamente independente do Velho Mundo.
No Programa Olhar Espacial desta sexta feira (17), vamos entender um pouco mais sobre a astronomia dos indígenas brasileiros e como a observação dos astros orientam suas atividades e sua organização social.
Para abordar este assunto tão rico, o programa vai receber a convidada Luciana da Cunha Ferreira, que é professora universitária, mãe de duas meninas e indígena da etnia Tórá, localizada na extensão do Rio Marmelos, no Amazonas.
Com Licenciatura em Física pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), durante a graduação, ela participou de projetos de extensão “Casa da Física” e das “Olimpíadas de Astronomia”. Também tem mestrado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde iniciou projetos com formação de professores e orientação de estudantes no programa “Ciência na Escola”, além de ter trabalhado na secretaria de ensino, como professora do Ensino Médio.
Tornou-se professora universitária e fez seu doutorado em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), enquanto trabalhava com a Representação dos Conceitos Físicos para os Indígenas (atuando com os indígenas do alto e médio Rio Negro) e dava continuidade aos projetos com os alunos de Ensino Fundamental.
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