
Dois novos estudos sobre a explosão de raios gama mais brilhante já detectada trazem mais detalhes sobre o evento que desafia qualquer modelo de previsão feito pelos cientistas.
Um dos artigos foi publicado nesta terça-feira (28) na revista The Astrophysical Journal Letters, e outro está disponível no servidor de pré-impressão arXiv, já submetido para publicação na revista Nature Astronomy.
Ambos descobriram que a evolução das ondas de rádio liberadas por uma enorme explosão estelar vista em 2022 foi mais lenta do que os modelos previam, levantando questões sobre como a liberação de energia evolui durante explosões ultrapoderosas de raios gama.
“É muito difícil para os modelos existentes replicar a lenta evolução dos picos de energia que observamos”, disse James Leung, estudante de doutorado da Universidade de Sydney (Austrália) que foi coautor do artigo da Nature Astronomy, em um comunicado. “Isso significa que temos que refinar e desenvolver novos modelos teóricos para entender essas explosões mais extremas do Universo”.
Explosões de raios gama (GRBs) são flashes breves e brilhantes de luz que se pensa serem as manifestações mais poderosas do nosso universo desde o Big Bang. Elas são liberadas durante rebentações estelares extremas ou supernovas, quando uma estrela moribunda fica sem combustível e colapsa em uma estrela de nêutrons ou mesmo em um buraco negro.
Chamada GRB 221009A, a explosão mais brilhante já vista foi detectada pela primeira vez em 9 de outubro de 2022, por telescópios de raios gama e raios-X. A provável supernova que causou a explosão estava a 2,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra.
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