
Pesquisadores resolveram explorar a neurociência para descobrir porque algumas memórias são mais fortes que outras. Para isso, alguns ratos foram submetidos a jogos de realidade virtual – enquanto os profissionais monitoravam o funcionamento cerebral desses animais.
O estudo, publicado na revista Cell, revelou que uma região do cérebro que não é ligada à retenção de memória pode desenvolver uma função fundamental na decisão do que é lembrado a longo prazo.
É provável que você se lembre do que teve no seu aniversário porque é mais gratificante para você – todos os seus amigos estão lá, é emocionante – em comparação com apenas um jantar típico, que você pode se lembrar no dia seguinte, mas provavelmente não um mês depois.
“O tálamo se estabelece aumentando gradualmente as interações de longo alcance com o córtex para estabilizar essas memórias para armazenamento a longo prazo”, explicou a autora sênior Priya Rajasethupathy, neurocientista da Rockefeller.
“Achamos que algo, como adrenalina ou dopamina, pode estar ajudando o tálamo a dizer: ‘Ok, essa memória é importante para mim, isso não é tão importante’. E ainda não entendemos o quão pontuado ou contínuo é o processo de estabilização da memória, se ele ocorre em uma ou algumas etapas ou evolui continuamente ao longo da vida”, complementou.
Alisson Santos é estudante de jornalismo pelo Centro Universitário das Américas (FAM). Atualmente é redator em Hard News no Olhar Digital.
Entre para comentar.