
Antes de te introduzir a essa tecnologia inovadora, precisamos dar um contexto sobre a Jordânia. Afinal, o fato de o trabalho em questão ter começado por lá está diretamente ligado a isso. O país, localizado no Oriente Médio, tem uma das maiores inseguranças hídricas do mundo.
Famílias planejam seu dia em torno da água. Cozinhar, limpar e lavar roupa antes que o abastecimento acabe é um grande desafio. Em média, são 36 horas por semana com água disponível nas áreas urbanas. Muitas vezes, a alternativa nas cidades é recorrer a alternativas mais caras, como água mineral engarrafada ou caminhões-tanque.
Nossa situação, com a falta de recursos naturais e água, nos coloca em uma posição em que temos que fazer alguma coisa (…) O empreendedorismo climático é importante e está crescendo.
Entre as empresas que buscam soluções para esse problema histórico está a Aquaporo. A startup assumiu o desafio de desenvolver uma maneira mais eficiente de coletar água potável do ar. Ao mesmo tempo, ajuda uma nova geração de empreendedores climáticos.
Coletar água do ar não é, exatamente, uma novidade. Há séculos, o ser humanos faz isso através do orvalho ou absorvendo a neblina com alguns tipos de plantas. Mesmo tecnologias recentes, normalmente funcionam apenas em regiões com mais umidade.
Na Jordânia, porém, o clima é muito seco. A Aquaporo, ao que tudo indica, encontrou a solução. O dispositivo da empresa empurra o ar através de nanomateriais. São pequenos pedaços de plástico com ranhuras e formas microscópicas em seu interior, que agem como filtros. Eles capturam o vapor de água do ar e filtram poluentes para produzir água. Você pode ver uma simulação do processo clicando aqui.
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