Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de maio de 2023 · 2 min de leitura ·

James Webb flagra imensos monstros cósmicos em antigos aglomerados estelares

James Webb flagra imensos monstros cósmicos em antigos aglomerados estelares

Um artigo publicado este mês na revista Astronomy and Astrophysics descreve a existência de monstros cósmicos habitando aglomerados estelares densos nascidos apenas algumas centenas de milhões de anos após o nascimento do Universo. O estudo foi feito com base em novas observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST).

Aglomerados globulares são encontrados em quase todas as galáxias. Só a Via Láctea abriga pelo menos 180 deles. Eles representam os mais massivos e antigos agrupamentos estelares do Universo, muitas vezes contendo até um milhão de estrelas nascidas juntas cerca de 440 milhões de anos após o Big Bang, que podem mostrar anomalias não encontradas em nenhuma outra coleção cósmica.

Estrelas de aglomerados globulares tendem a apresentar altos níveis de variação composicional, mesmo tendo nascido ao mesmo tempo e a partir da mesma nuvem em colapso de gás frio e poeira. A proporção de oxigênio, nitrogênio, sódio e alumínio, por exemplo, varia de uma estrela para outra nos mesmos aglomerados globulares. E entender essas chamadas “anomalias de abundância” tornou-se um desafio significativo para os astrônomos.

Uma possível explicação para esse mistério, sugerida em 2018, é que estrelas supermassivas “poluem” a nuvem de gás original conforme os aglomerados globulares se estabelecem. Isso faz com que as estrelas infantis sejam desigualmente enriquecidas com elementos químicos à medida que se formam.

Light from GN-z11, the farthest known galaxy, has traveled 13.4 billion years to reach us. 📏 During that time, the expanding universe has carried this bright, infant galaxy another 20 billion light-years (or so) away. 🤯 #MondayMotivation pic.twitter.com/YWuwD9d6FQ

Agora, uma equipe de pesquisadores anunciou que o Webb detectou vestígios químicos que sugerem que estrelas monstruosas estão realmente à espreita em aglomerados estelares, fornecendo assim a primeira evidência observacional para essa teoria de enriquecimento.

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