
Lançado em outubro do ano passado, o Observatório Solar Avançado Baseado no Espaço (ASO-S), primeira espaçonave da China dedicada a estudar a nossa estrela, já detectou mais de 200 explosões solares até agora.
Apelidado de Kuafu-1 (em referência a um lendário gigante e herói divino que, segundo a mitologia chinesa, tentava domar o Sol), o equipamento fez seu primeiro registro do astro poucos dias após chegar ao destino.
De acordo com Gan Weiqun, cientista-chefe do projeto na Academia Chinesa de Ciências (CAS), dados do observatório foram disponibilizados para uso experimental na China e no exterior.
Ele é dotado de três instrumentos: o Lyman-alpha Solar Telescope (LST), o Hard X-ray Imager (HXI) e o Full-disk Vector MagnetoGraph (FMG). Desses, segundo Gan, o HXI é o que tem o melhor desempenho em órbita, sendo responsável pela obtenção da única imagem no mundo de raios-X hard do Sol de uma perspectiva próxima à Terra.
Segundo a NASA, são chamados de hard (duros) os raios-X de energia mais elevada, enquanto os raios-X de energia mais baixa são designados soft (suaves). Embora a distinção entre eles não esteja bem definida, de um modo geral, os raios-X duros são tipicamente aqueles com energias superiores a cerca de 10 keV (abreviatura de mil elétrons-volt).
“Os detalhes da distribuição de radiação não térmica das explosões solares capturados pelo HXI são bastante raros, superando as expectativas anteriores”, disse Gan à Xinhua, agência estatal de notícias da China.
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