
Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista Nature atesta que uma das primeiras galáxias observadas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, é uma das mais antigas do Universo – embora seja um pouco mais jovem do que o estimado inicialmente.
Conforme as novas análises feitas pelos astrônomos, a galáxia Maisie teria surgido 390 milhões (e não 286 milhões) de anos após o Big Bang. Ainda assim, ela foi confirmada entre as quatro mais antigas já observadas (sendo a primeira delas a ter refinadas suas medições originais).
“A coisa emocionante sobre a galáxia Maisie é que ela foi uma das primeiras galáxias distantes identificadas pelo JWST e, desse conjunto, é a primeira a realmente ser confirmada espectroscopicamente”, disse o astrofísico Steven Finkelstein, professor da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, e principal investigador do programa Cosmic Evolution Early Release Science Survey (CEERS).
A equipe do CEERS está atualmente avaliando cerca de 10 outras galáxias que podem ser de uma era ainda anterior à de Maisie – CEERS J141946.35, rebatizada por Finkelstein com o nome de sua filha, que estava fazendo aniversário no dia que essa galáxia foi descoberta.
Para compreender quando a luz que observamos deixou um objeto, os astrônomos medem o chamado redshift (desvio para o vermelho). Esse desvio trata-se do alongamento do comprimento de onda da luz em direção ao extremo mais vermelho do espectro à medida que o objeto que a emite se afasta da Terra. Como vivemos em um Universo em expansão, quanto mais para trás no tempo olhamos, maior é o redshift de um objeto.
As primeiras estimativas de redshift foram baseadas na fotometria, o brilho da luz em imagens usando um pequeno número de filtros de frequência larga. Essas estimativas foram feitas sobre dados coletados pelo CEERS durante seu tempo originalmente alocado para a primeira temporada de observação do JWST, e indicavam um redshift de z=14,3 (o que definiria a idade da galáxia Maisie em 13,48 bilhões de anos).
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