
O apagão que atingiu diversas regiões no Brasil na terça-feira (15) rolou por conta de um software de proteção chamado ERAC (Esquema Regional de Alívio de Carga). O programa desligou o sistema por conta de uma alteração brusca de carga.
Pelo menos, essa é a explicação que técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão prestando a executivos da Agência e de empresas de energia, segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
O que os técnicos sabem é que o ERAC desativou uma parte do sistema elétrico na manhã de terça quando se tentava transferir uma alta carga de energia do Nordeste para o Norte do Brasil.
Nesse momento, havia mais energia eólica e solar entrando na linha de transmissão do Ceará do que hidrelétrica e termelétrica, segundo três fontes envolvidas na gestão da crise ouvidas pela equipe da coluna do jornal.
A frequência na rede caiu de 60 Hertz para 59 Hertz e depois para 58 Hz. Isso indica que tinha mais carga do que a rede conseguia suportar. Por conta do risco de sobrecarga, o ERAC desativou parte do sistema.
No entanto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o apagão talvez tenha sido causado por outro “evento” em local ainda não detectado pelas autoridades, de acordo com o g1.
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