Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Julho foi o mês mais quente da história, mas 2024 pode ser ainda pior

Julho foi o mês mais quente da história, mas 2024 pode ser ainda pior

O mês de julho foi marcado por dias consecutivos de muito calor e diversos recordes de temperaturas quebrados, além de outros desastres e eventos climáticos que assolaram o mundo todo. Agora, a NASA confirmou que esse foi o mês mais quente desde 1880.

Os dados da NASA confirmam o que bilhões em todo o mundo literalmente sentiram: as temperaturas em julho de 2023, o tornando o mês mais quente já registrado. 

As altas temperaturas foram consequências da combinação entre as emissões de gases do efeito estufa e da passagem do fenômeno La Niña para o El Niño, fazendo com que muitas pessoas buscassem se proteger. Na China, por exemplo, a população se escondeu em abrigos antiaéreos, mas muitos não resistiram ao calor.

Além de afetar a população, o excesso de calor em julho também atingiu a atmosfera, os oceanos e os polos da Terra: enquanto alguns locais foram devastados por incêndios, outros foram inundados por tempestades e monções. Nos Estados Unidos, os recifes de corais ao longo da costa tiveram mortalidade de 100%, interrompendo as tentativas de sua recuperação.

De acordo com previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos, não só julho, como o ano todo será o mais quente desde que se tem registro.

O ano de 2023 até agora foi o terceiro mais quente já registrado. É praticamente certo – mais de 99% de chance – que 2023 estará entre os cinco anos mais quentes já registrados, com uma probabilidade de quase 50% de que 2023 será o mais quente já registrado.

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