
Só no ano de 2011, o Japão foi atingido por um terremoto e um tsunami, este primeiro deixando mais de 22 mil mortos. Já em 1923, foram mais de 140 mil pessoas mortas durante e depois do abalo sísmico de Kanto. Para além das duas ocorrências, o país tem um histórico de terremotos e resolveu aprender com o passado para se proteger de futuras ocorrências. A capital, Tóquio, é um exemplo de como a arquitetura se tornou resiliente, com prédios com tecnologias que absorvem o impacto.
Takashi Hosoda, gerente sênior do escritório de emergência em desastres do Edifício Mori, um prédio na cidade, contou ao site que, em 2011, as pessoas ficaram presas no local após o terremoto. Agora, a estrutura do estabelecimento está preparada para eventualmente acomodar essas pessoas.
Ainda, o Edifício Mori tem um espaço reservado para estocar suprimentos de emergência, como produtos sanitários, alimentos não perecíveis e lençóis.
Isso é uma prática comum entre pessoas no Japão, sendo feito até por empresas e governos locais. De acordo com o Euronews, são cerca de 400 armazéns desse tipo somente em Tóquio.
No entanto, essas medidas não previnem que Tóquio ou outras cidades do Japão estejam menos suscetíveis a abalos sísmicos, mas diminuem as consequências deles.
Isso vem em um cenário em que especialistas estimam que há 70% de chance de um grande terremoto atingir Tóquio nos próximos 30 anos.
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