Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Munição radioativa prometida à Ucrânia pelos EUA pode “derreter” adversários

Munição radioativa prometida à Ucrânia pelos EUA pode “derreter” adversários

Passados mais de 560 dias desde que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a invasão da Ucrânia, a guerra entre os dois países continua. Algumas poucas nações, todas com má relação com o Ocidente, juntaram-se aos russos. Já entre os que apoiam o país governado por Volodymyr Zelensky (a maioria esmagadora do mundo), os EUA são os maiores fomentadores, seja com contribuições militares, financeiras, humanitárias ou fornecendo armamento.

Nesse último quesito, destaca-se a recém-anunciada promessa de doação de balas de calibre 120 mm com urânio empobrecido, um tipo de munição considerado polêmico devido ao uso de material radioativo – capaz de “derreter” os inimigos. Vamos entender o porquê:

As munições fazem parte de um novo pacote de ajuda anunciado pelo chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, durante uma visita surpresa a Kiev na última semana.

Met with President @ZelenskyyUA to convey the United States’ unwavering commitment to Ukraine and its people. We stand with Ukraine, for as long as it takes. pic.twitter.com/NugwW6eeKA

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista conduziu testes com projéteis desse tipo. Mas como o urânio era um material escasso e caro, as munições não chegaram a ser utilizadas.

Atualmente, sabe-se que balas radioativas são mantidas em arsenais de 21 países, tais como os EUA, a Rússia, a Turquia e a Arábia Saudita. Até agora, no entanto, apenas o governo norte-americano admitiu já ter utilizado esse tipo de munição em operações militares – no Iraque, na ex-Iugoslávia, no Afeganistão e na Síria.

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