
As séries de investigação policial eram fenômeno de audiência na década passada. Ainda vão bem hoje, mas tiveram uma pequena queda. A legião de fãs, porém, continua fiel – e se tornaram quase peritos forenses.
É claro que um programa de TV não torna ninguém um especialista. Mas dá algumas noções para as pessoas, como a ideia de que os criminosos podem tentar apagar os seus traços numa cena do crime. Usar luva, usar touca, lavar o local, enfim, não deixar rastros.
Pensando nisso, um grupo de cientistas australianos passou a pesquisar uma forma diferente para detectar a presença de alguém em determinado local.
Cientistas da Universidade Flinders, na Austrália, se inspiraram em outros estudos que falam em DNA ambiental (eDNA), que estão presentes em amostras de água, solo ou ar. A partir desse material, é possível determinar quais espécies de animais estão presentes na região.
O eDNA ajudou, por exemplo, um grupo de biólogos a procurar recentemente grandes tubarões brancos perto de praias ou a documentar um ecossistema pré-histórico congelado.
Como também fazemos parte do reino animal, os cientistas australianos pensaram: por que não tentar? Talvez deixemos rastros também.
Entre para comentar.