Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Como a sonda OSIRIS-REx revolucionou a ciência sobre asteroides

Como a sonda OSIRIS-REx revolucionou a ciência sobre asteroides

Falta pouco para a sonda OSIRIS-REx, da NASA, chegar à Terra trazendo uma amostra do asteroide Bennu. O pouso da espaçonave é aguardado para este domingo (24), por volta de 12h30 (pelo horário de Brasília), após uma longa missão de mais de sete anos que mudou a forma como os cientistas veem as rochas espaciais.

OSIRIS-REx foi a terceira missão na história a coletar uma amostra de um asteroide. A sonda contou com o conjunto mais abrangente de instrumentos já voados em uma missão de pesquisa de rochas espaciais. Os dois anos de varredura da espaçonave na superfície de Bennu e seu breve pouso para coleta de material mostraram aos cientistas o quão pouco eles sabem sobre esses objetos.

Até o lançamento desta sonda em 2016, duas outras missões estudaram asteroides em detalhes. A mais recente foi a japonesa Hayabusa 1, que entregou areia e grãos de poeira do asteroide Itokawa para a Terra em 2010. Antes, a NEAR-Shoemaker, da NASA, explorou o asteroide Eros no final dos anos 1990, vindo a pousar em sua superfície em 2001 (sem, contudo, retornar com amostras, pois não recuperou a energia depois de um período de hibernação, “dormindo” para sempre “nos braços” de Eros.

Foi missão a Hayabusa 1 que, pela primeira vez, confirmou o que os cientistas há muito teorizavam: que muitos asteroides não são blocos sólidos de rocha, mas conglomerados de pedras, areia e cascalho que surgiram de colisões entre corpos maiores ao longo da história do Sistema Solar. Esses conglomerados, mantidos unidos apenas pelas fracas forças gravitacionais da rocha, ficaram conhecidos como pilhas de escombros.

OSIRIS-REx, por sua vez, trouxe informações revolucionárias – com muitas outras ainda por vir depois que as amostras forem desembrulhadas e analisadas. Confira algumas das descobertas da missão:

Até a chegada da sonda OSIRIS-REx a Bennu, os cientistas sabiam que a rocha de 492 metros tem uma composição química diferente da encontrada no asteroide Itokawa. Enquanto aquele é feito principalmente de material rico em sílica semelhante ao quartzo, Bennu é rico em carbono. 

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