Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Crise climática “abriu as portas do inferno”, diz secretário-geral da ONU

Crise climática "abriu as portas do inferno", diz secretário-geral da ONU

Os recentes eventos climáticos extremos, como as inundações na Líbia, o terremoto no Marrocos, os incêndios florestais no Havaí e as fortes chuvas no Rio Grande do Sul, são mais um sinal das mudanças climáticas. Todos eles foram citados na Cúpula da Ambição Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York. Durante o encontro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a crise climática provocada pela atividade humana “abriu as portas do inferno”.

Durante o encontro, Guterres voltou a fazer um apelo por esforços globais na tentativa de diminuir a temperatura do planeta. E criticou a desunião mundial em torno do tema.

O futuro não está decidido, cabe a líderes como você escrevê-lo. Ainda podemos limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e construir um mundo de ar limpo, empregos verdes e energia limpa e acessível para todos. Devemos recuperar o tempo perdido por causa da lentidão, as pressões e a ganância dos interesses arraigados que ganham bilhões com os combustíveis fósseis.

Apesar das fortes declarações, nenhuma decisão prática é tomada durante esse tipo de evento. A cúpula da ONU tem como objetivo debater o tema. Mas neste ano contou com ausências importantes.

Entre os 30 países anunciados não estiveram nem os Estados Unidos, embora o presidente Joe Biden esteja em Nova York, onde falou na Assembleia-Geral, nem a China. Os dois países são os maiores poluidores do mundo.

Outra ausência importante foi a do Reino Unido. O primeiro-ministro Rishi Sunak, não viajou para os Estados Unidos. Além disso, anunciou o adiamento da proibição de carros a combustão de 2030 para 2035, provocando críticas de ambientalistas (veja mais sobre o assunto clicando aqui).

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