
O Telescópio Espacial James Webb capturou uma foto onde é possível ver aglomerados de galáxias e seus efeitos gravitacionais na observação de outros objetos. Um deles é uma supernova que aparece três vezes na imagem e que pode ajudar a resolver uma das inconsistências da cosmologia: a taxa de expansão do universo, ou constante de Hubble.
A supernova tipo 1a, conhecida como SN H0pe, pode ser vista no arco laranja como três pontos brilhantes rotulados como SN 2a, SN 2b e SN 2c. Ela foi descoberta pela primeira vez em março deste ano e é a segunda mais distante supernova tipo 1a conhecida, estando a cerca de 16 bilhões de anos-luz da Terra.
A replicação da imagem da SN H0pe é graças a uma lente gravitacional causada pelo aglomerado de galáxias PLCK G165.7+67.0 (G165). Esse efeito acontece quando a luz de um objeto distante, nesse caso a supernova, passa pelo espaço-tempo distorcido pela gravidade do objeto massivo em primeiro plano, o aglomerado.
Dessa forma, a SN H0pe, na verdade, está atrás do PLCK G165.7+67.0 (G165) e não o circundando, como aparece na imagem.
O astrofísico e divulgador científico, Ethan Seigel, em artigo publicado na Big Think, apontou que a SN H0pe é particularmente importante para solucionar um dos problemas da expansão do universo, a “tensão de Hubble”. Isso devido a sua distância e as lentes gravitacionais e duplicações nas imagens do James Webb.
Atualmente existem duas formas de calcular a taxa de expansão do universo ou constante de Hubble:
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