
Um grupo de astrônomos acabou de descobrir o buraco negro mais distante observado em raios-x a partir de dados combinados do Observatório de Raios-X Chandra e do Telescópio Espacial James Webb.
A pesquisa está disponível para pré-impressão no ArXiv e está prevista para ser publicada no Nature Astronomy. Os astrônomos utilizaram o James Webb para encontrar a galáxia hospedeira, localizada a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz de distância, e o Chandra, para encontrar seu buraco negro supermassivo, que possui uma massa igual a de sua galáxia.
Após duas semanas de observações com o Chandra, os pesquisadores encontraram sinais de gás intenso e super aquecido emitindo raios-x na galáxia, o que indica se tratar de um buraco negro supermassivo em crescimento.
Esse novo objeto é importante para auxiliar os pesquisadores a entender como buracos negros supermassivos podem atingir massas colossais pouco tempo após Big Bang. As possibilidades são eles terem se formado a partir do colapso de estrelas mortas e crescido até se tornarem supermassivos, ou se já terem surgido diretamente do colapso de nuvens gigantes de gás e poeira.
Existem limites físicos para a rapidez com que os buracos negros podem crescer após formados, mas aqueles que nascem com maior massa têm uma vantagem inicial. É como plantar uma muda, que leva menos tempo para crescer e se tornar uma árvore em tamanho real do que se você começou apenas com uma semente.
A partir dos dados recolhidos pelo Chandra e pelo James Webb, os pesquisadores acreditam que o buraco negro supermassivo, na UHZ1, tenha se formado a partir de uma nuvem de gás e poeira, com cerca 10 a 100 mil massas solares. Depois disso, ele foi crescendo até se tornar tão massivo quanto todas as estrelas de sua galáxia hospedeira.
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