
Novas análises dos dados da missão Cassini, encerrada em 2017, revelam a presença de compostos químicos essenciais para a existência de organismos vivos, incluindo amônia e fósforo, na lua de Saturno chamada Encélado. Esses achados levantam a possibilidade de formas de vida não terrestres dentro do nosso Sistema Solar.
Durante a missão, foram descobertas plumas semelhantes a gêiseres de água irrompendo pela camada de gelo de Encélado. Em 2008, a missão Cassini realizou uma passagem próxima e analisou as plumas com seu Analisador de Poeira Cósmica (CDA).
O CDA mostrou que a água nas plumas continha uma mistura surpreendente de voláteis, incluindo dióxido de carbono, vapor de água e monóxido de carbono. Também foram encontradas pequenas quantidades de nitrogênio molecular, hidrocarbonetos simples e produtos químicos orgânicos complexos.
Mas os dados da Cassini ainda estão sendo analisados, mesmo seis anos após a conclusão de sua missão e sua destruição na atmosfera de Saturno. Um novo artigo intitulado Observations of Elemental Composition of Enceladus Consistent with Generalized Models of Theoretical Ecosystems (Observações da Composição Elemental de Encélado Consistente com Modelos Generalizados de Ecossistemas Teóricos, em tradução livre) apresenta algumas novas descobertas.
O trabalho, publicado no serviço de pré-impressão bioRxiv e liderado por Daniel Muratore do Instituto Santa Fé, se concentra na descoberta de amônia e fósforo inorgânico no oceano de Encélado. Os pesquisadores usaram teorias e modelagem ecológica e metabólica para entender como esses produtos químicos podem tornar Encélado propício à vida.
Além de especular sobre concentrações de compostos bioativos para apoiar ecossistemas, teorias metabólicas e ecológicas podem fornecer uma lente interpretativa poderosa para avaliar se os ambientes extraterrestres são compatíveis com ecossistemas vivos.
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