
“Bala perdida” é o nome dado a um projétil disparado de uma arma que, muitas vezes, causa danos a alvos não intencionais, bem como ferimentos ou morte de pessoas e animais na área.
Esse tipo de acidente pode ocorrer durante trocas de tiro, práticas de tiro esportivo ou caça, por conta de disparos acidentais, ou até mesmo por negligência, como tiros de celebração para o alto.
De acordo com um relatório do Instituto Fogo Cruzado, banco de dados sobre violência armada na América Latina, entre julho de 2016 e novembro de 2022, apenas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mil pessoas foram feridas ou morreram em decorrência de balas perdidas.
Mas este problema não fica no Brasil, a epidemia de balas perdidas ocorre em todo o mundo. Um estudo realizado nos EUA mostrou que por lá, a maioria das vítimas sequer tinha conhecimento dos eventos que levaram aos disparos que causaram seus ferimentos, e que os atiradores eram predominantemente homens, com idades entre 15 e 34 anos.
Em um panorama geral, os ferimentos por balas perdidas são únicos e, quando em adultos, podem não ser fatais – pelo menos em comparação com outros tipos de ferimentos por balas, pois geralmente se alojam em tecidos subcutâneos com menos mortalidade. As vítimas de fatalidade envolvendo este tipo de disparo, portanto, costumam ser crianças e idosos.
Além disso, como nestes casos é mais difícil rastrear a origem da munição, é provável que nem todos os tiroteios com balas perdidas sejam identificados, e é comum que haja falta de dados e consequências para aqueles que efetuaram o disparo.
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