
Arqueólogos encontraram babuínos-sagrados mumificados no Egito em 1905. Só que esses animais não são nativos da região – e, durante mais de um século, não se sabia como eles foram parar lá. Agora, um novo estudo pode ter conseguido responder essa questão.
A pesquisa, publicada recentemente na revista eLife, combinou biologia e história para localizar a origem dos babuínos e entender como eles chegaram até o Egito. O estudo também permitiu que mais informações sobre antigas rotas de comércio fossem descobertas, além do que esses animais significavam para os antigos egípcios.
Os babuínos mumificados datam de 800 a 540 a.C., do período tardio do Egito. Eles foram encontrados sem os caninos em um lugar conhecido como Gabbanat el-Qurud, ou Vale dos Macacos. No entanto, os babuínos-sagrados são nativos do Chifre da África e do sudoeste da Península Arábica.
Esses animais eram considerados sagrados para os antigos egípcios, tendo sido mumificados e oferecidos à divindade do aprendizado e da sabedoria, Thoth, representado por um babuíno.
Um estudo anterior tinha rastreado a origem dos animais para o Chifre da África. Na nova pesquisa, conduzida por Gisela Kopp, da Universidade de Constança (Alemanha), foram realizadas análises genéticas que limitaram ainda mais a localização de onde esses animais viviam.
Ao comparar o DNA dos animais mumificados e de babuínos-sagrados vivos atualmente, foi possível restringir a origem dos animais a uma área ao redor da Eritreia, onde estava localizado o famoso porto de Adulis.
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