
O cenário de seca causou um desafio energético para o Brasil. A falta de chuvas, principalmente na região Norte, afetou a capacidade das usinas hidrelétricas de fornecerem potência para o sistema elétrico. Em função disso, termelétricas começaram a ser acionadas, elevando o custo da energia para a população. No entanto, isso ainda não parece ser o suficiente.
O cenário pode ser amenizado pela ocorrência de chuvas constantes nos próximos meses. Segundo meteorologistas, a previsão é de uma intensificação gradual das precipitações na região Sudeste nas próximas semanas, especialmente a partir do início de novembro.
Segundo o ONS, houve aumento no volume de chuvas nos últimos dias, mas isso ainda não se refletiu nos reservatórios das hidrelétricas.
Para outubro, a expectativa é de que a energia natural afluente (ENA) siga abaixo da média histórica em todos os subsistemas do país, devendo alcançar, no pior cenário traçado, o segundo menor valor de um histórico de 94 anos.
De acordo com o CMSE, o nível de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN) no final de setembro era de 49%, considerado satisfatório para o fim da estação seca em grande parte do território nacional.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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