
Cientistas revelaram recentemente a descoberta de uma gigantesca massa de água, até então não detectada, no meio do Oceano Atlântico. Essa vasta extensão de água estende-se desde o extremo do Brasil até o Golfo da Guiné, próximo à África Ocidental, sendo denominada de Água Equatorial Atlântica.
A Água Equatorial Atlântica forma-se ao longo do equador à medida que correntes oceânicas misturam massas de água separadas ao norte e ao sul. Esta descoberta surpreendente, publicada no final de outubro no periódico Geophysical Research Letters, desafia a compreensão anterior, já que, até então, os cientistas haviam observado misturas de águas ao longo do equador apenas nos oceanos Pacífico e Índico.
Se mostrava controverso que a massa de água equatorial estivesse presente nos oceanos Pacífico e Índico, mas ausente no Oceano Atlântico, porque a circulação equatorial e a mistura nos três oceanos têm características comuns.
Para encontrar a massa de água desaparecida, os cientistas examinaram dados coletados pelo programa Argo, uma rede internacional de flutuadores robóticos auto-submersíveis espalhados pelos oceanos do mundo.
Após analisar os dados coletados por esta rede flutuante, os pesquisadores identificaram uma curva de temperatura-salinidade não notada, aninhada paralelamente às curvas que demarcam as Águas Centrais do Atlântico Norte (NACW, na sigla em inglês) e Sul (SACW) ao norte e ao sul: a Água Equatorial Atlântica.
“É fácil confundir a Água Equatorial Atlântica com a Água Central do Atlântico Sul, e para distingui-las era necessário ter uma rede bastante densa de perfis verticais de temperatura e salinidade cobrindo todo o Oceano Atlântico”, explicou Zhurbas.
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