
Até o ano passado, a Terra já havia ultrapassado 1,26°C de aumento de temperatura, e estamos nos encaminhando para superar a marca de 1,5°C por volta de 2030. Estudos alertam que, seguindo as políticas climáticas atuais, poderíamos atingir 3°C de aquecimento até o fim deste século.
Isso teria impactos devastadores em comunidades e ecossistemas vulneráveis em todo o mundo, o que torna urgente repensarmos estratégias radicalmente novas para frear as mudanças climáticas. E uma proposta envolve o escurecimento do Sol.
Peter Irvine, pesquisador financiado pelo projeto Horizon Europe, iniciativa de pesquisa científica da União Europeia, atua como conselheiro científico da Degrees Initiative, uma organização não-governamental (ONG) que incentiva financeiramente estudos mundiais em desenvolvimento sobre geoengenharia de modificação da radiação solar.
Em um artigo publicado no site The Conversation, Irvine explica o conceito de “escurecimento do Sol” como medida de combate ao aquecimento global.
Segundo ele, o Sol aquece a Terra, mas é a retenção do calor pelos gases de efeito estufa que mantém nosso planeta quente. A proposta para combater o efeito de aquecimento gerado pelas emissões de CO₂ seria criar uma névoa artificial persistente, similar àquela vista após grandes erupções vulcânicas. Estudos apontam que escurecer o Sol em apenas 1% poderia resfriar o planeta em 1°C.
Embora isso possa soar improvável, todas as avaliações técnicas até agora indicam viabilidade e custos relativamente baixos, envolvendo o uso de aeronaves para liberar partículas reflexivas na atmosfera superior.
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