Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Mundo viveu ano mais quente da história em 2023

Mundo viveu ano mais quente da história em 2023

Um relatório do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, a agência europeia do clima, confirma que 2023 foi o ano mais quente já registrado. Além disso, o documento, divulgado nesta terça-feira (9), aponta que metade dos dias de 2023 teve temperaturas acima do limite de 1,5ºC estabelecido como limiar de perigo para extremos climáticos.

A média da temperatura global em 2023 foi de 14,98ºC. Isso é 0,17ºC acima da até então maior temperatura global, a de 2016, que era o ano mais quente da história. O aquecimento da atmosfera causou ondas de calor e frio brutais, incêndios florestais sem precedentes, degelo nunca observado e tempestades devastadoras.

O mundo teve ondas de calor escorchante, principalmente, no verão do Hemisfério Norte. E os pesquisadores frisaram que neste verão do Hemisfério Sul novos recordes devem ser batidos.

O período de janeiro de 2023 a janeiro de 2024 deve ser ainda mais quente. Mas pode ser superado pelo compreendido entre os fevereiros destes dois anos. O Copernicus considera altamente provável que o limiar de 1,5ºC será ultrapassado.

Os cientistas frisaram que o calor sem paralelo na história da Humanidade foi devido, sobretudo, às mudanças climáticas. Embora o El Niño tenha influenciado, ele se formou somente na metade do ano e só teve maior influência nos últimos meses. Prova disso, é que todos os oceanos tiveram anomalias de temperatura positiva. Todos ultrapassaram a média histórica em 2023.

O Atlântico particularmente ferveu, com implicações para o clima do Brasil. Foi o Atlântico Norte superaquecido que provocou a devastadora seca na Amazônia no segundo semestre do ano. Já o gelo sobre o mar na Antártica chegou a sua menor extensão e a cobertura permaneceu abaixo das mínimas históricas por oito meses, com consequências para o clima do planeta.

Compartilhe