
Arqueólogos descobriram um enorme fosso sob um estacionamento em Jerusalém. Segundo eles, a estrutura de quase 30 metros de largura e 6 metros de profundidade foi criada para defesa e pode ter sido usada para dividir a cidade durante os tempos bíblicos.
Apesar de acreditarem que o fosso tivesse como finalidade a defesa da cidade, os pesquisadores não descartam outros usos para a construção.
Naqueles dias, serviu para dividir Jerusalém em duas: a acrópole com o templo e o palácio ao norte e a cidade mais velha ao sul. Se foi cortado em tempos anteriores – algo que não podemos provar – então seu objetivo era defender a cidade do norte.
O feito arquitetônico foi descrito como “único” e um “grande projeto monumental que só poderia ser executado pelos reis que governavam a cidade”.
Ainda de acordo com o estudo, o fosso estaria associado a um dos primeiros reis de Judá que são mencionados no Antigo Testamento. E teria sido utilizado até o período helenístico tardio, de 332 a 63 a.C., quando as atividades de construção encheram a vala, levando ao seu desaparecimento.
No início de 2023, arqueólogos descobriram dois conjuntos de canais perfurados no túnel rochoso sob o mesmo estacionamento onde o fosso está localizado.
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