
Cientistas estabeleceram um novo recorde para o menor e mais apertado nó molecular ao criarem o composto referido como Au6. Esse composto químico, que se destaca por seus seis átomos de ouro, se auto-organiza em nó com a fórmula [Au6{1,2-C6H4(OCH2CC)2}3{Ph2P(CH2)4PPh2}3].
A maneira como uma molécula interage com outras depende não só dos elementos que a compõem, mas também da forma que eles assumem. Moléculas complexas podem ser dobradas de inúmeras maneiras – e muitas vezes apenas uma delas produzirá os efeitos biológicos desejados. Prever e controlar tais dobras é um dos problemas mais difíceis da ciência. E a computação começa a superar o trabalho humano nesta área.
Os nós representam o extremo desta complexidade. Não é fácil atar sequências longas e finas de átomos em nós, pois não é possível simplesmente pegar as extremidades como pedaços de corda.
Encontrar maneiras de atar nós moleculares pode ajudar a desenvolver a capacidade humana para amarrações mais práticas. É que o DNA, o RNA e muitas proteínas formam nós sem intervenção humana, então aprender a atar nós por conta própria ajuda a entender o comportamento dessas moléculas.
Os nós são categorizados pelo número de cruzamentos. O Au6 forma o tipo mais simples de nó não trivial, com três cruzamentos, conhecido como trevo. Para medir o quão apertados os nós moleculares estão, os químicos usam o número de átomos na sequência do nó, dividido pelo número de cruzamentos, como uma medida aproximada. Quanto menos átomos por cruzamento, mais apertado o nó.
O Au6, desenvolvido por uma equipe que inclui o professor Richard Puddephatt da Universidade de Western Ontario (Canadá), tem apenas 54 átomos em sua espinha dorsal. Isso se compara com o recorde anterior de um metalanó de 69, enquanto nenhum nó orgânico de trevo foi alcançado com menos de 76 átomos. Modelos teóricos sugerem que 50 átomos podem ser o mínimo para um nó.
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