Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

China clona cabras tibetanas pela primeira vez

China clona cabras tibetanas pela primeira vez

Um grupo de cientistas chineses anunciou que conseguiu clonar com sucesso uma dupla de cabras tibetanas pela primeira vez. A conquista pode ajudar os esforços para a criação desses animais que é um dos responsáveis pela produção da lã de caxemira.

A clonagem foi conduzida por pesquisadores da Northwest A&F University que usaram células somáticas para realizarem o processo, de acordo com a mídia chinesa. As cabras nasceram na província de Qinghai, que fica na divisa com o Tibete.

Em resposta à agência de notícias Xinhua, o cientista chefe do programa de clonagem, Su Jianmin, disse que o primogênito das duas cabras nasceu saudável e com cerca de 3,4 quilos. Além dessas informações, ainda não existem outros detalhes acerca do processo de clonagem e das cabras.

Ainda não está claro se a pesquisa por trás da clonagem será publicada em alguma revista ou periódico científico. No entanto, a mídia estatal chinesa divulgou um vídeo de uma das cabras clonadas junto da sua mãe.

O processo de clonagem com células somáticas envolve o núcleo de uma célula somática — qualquer uma que não seja um óvulo ou espermatozoide — inserido em um óvulo que teve seu núcleo retirado. Depois disso, a nova célula é reconstruída e estimulada para se dividir e desenvolver em um organismo completo que é idêntico geneticamente ao doador do núcleo de célula somática.

Esse processo já foi utilizado para clonar outros animais, como a Ovelha Dolly, ratos, furões, coelhos, cães, porcos, cabras, vacas e até mesmo o íbex-dos-pireneus que até então, antes de ser clonado, era considerado extinto. A técnica também já foi utilizada para clonar uma espécie próxima da cabra tibetana, a cabra do Himalaia, que é nativa das montanhas da Caxemira.

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