
Os primeiros testes de longa duração do Motor de Foguete de Detonação Rotativo (RDRE) foram realizados pela Venus Aerospace em parceria com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). O motor utiliza explosões controladas e fornece uma alternativa revolucionária frente aos foguetes convencionais.
No entanto, mesmo que tenhamos refinado a tecnologia ao longo dos anos, os foguetes químicos ainda têm operado muito perto de seus limites teóricos. Assim, a DARPA, a NASA e outras instituições têm trabalhado para encontrar motores mais novos e eficientes para impulsionar a exploração espacial e uma nova geração de mísseis hipersônicos.
Os RDREs podem ser uma solução para isso, visto que teoricamente podem produzir um aumento de eficiência de pelo menos 15%.
Os foguetes químicos convencionais possuem uma câmera de combustão, onde um combustível, geralmente líquido, é misturado com um oxidante. Isso provoca uma reação de expansão dos gases, que pressiona as paredes da câmera e gera um empuxo. Nos RDREs existem dois cilindros concêntricos com um espaço entre eles. Nessa lacuna os propelentes são introduzidos e inflamados, de forma que geram uma reação e uma onda de choque. No espaço vazio, a onda chega a velocidades supersônicas, gerando mais pressão e calor.
A parte difícil, além de fazer esse motor funcionar, é fazer com que a reação se sustente. A NASA em testes anteriores já conseguiu demonstrar que um motor de detonação rotativa hipersônica poderia ser utilizado em módulo de pouso lunar.
Agora a Venus Aerospace conseguiu demonstrar que eles podem ser utilizados para uma queima sustentada para o lançamento de um míssil hipersônico. De acordo com comunicado da empresa, a conquista foi feita com um sistema de refrigeração introduzido no RDREs, evitando que o motor derreta.
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