
Uma montanha simétrica na Antártida chamou atenção na internet há alguns anos, levantando hipóteses de uma suposta pirâmide em meio ao gelo. Alguns usuários até criaram teorias da conspiração, dizendo que o formato regular (ao contrário de outras montanhas) teria sido obra de alienígenas.
A verdade por trás da ‘pirâmide’ na Antártida é bem menos interessante do que isso. Cientistas alocados na região já tinham identificado a montanha anos antes das imagens circularem nas redes sociais, e revelaram o motivo para as ‘paredes’ simétricas.
A montanha em questão não tem nome. Ela ficou famosa na internet em 2016 e levantou teorias da conspiração sobre uma suposta “pirâmide egípcia” construída por alienígenas na Antártida.
No entanto, segundo Mauri Pelto, professor de ciências ambientais no Nichols College em Dudley, no estado de Massachusetts (Estados Unidos), cientistas já sabiam da existência da montanha bem antes das imagens viralizarem. Em entrevista ao site Live Science, ele lembrou que uma base de pesquisas para cientistas do clima fica ao sul da montanha e é possível vê-la de lá.
A ‘pirâmide’ mede 1.265 metros de altura. Para se ter uma ideia, isso é mais de trinta vezes a altura do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, mas menos de um oitavo da altura do Monte Everest. Ela fica na região das Montanhas Ellsworth do sul, uma cadeia de picos irregulares, e chamou atenção por seus quatro lados íngremes simétricos entre si.
A ‘pirâmide’ pode até ter criado um mistério na internet, mas a explicação científica é bastante simples. A principal teoria é de que as encostas da montanha foram esculpidas e suavizadas no formato atual durante centenas de milhões de anos de erosão. Essa erosão pode ter acontecido por congelamento e degelo, fazendo com que grandes pedaços de rocha se soltem e deixem as encostas cada vez mais “lisas”.
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