
Ano-a-ano, sabemos que os planetas de nosso Sistema Solar (como nossa amada Terra) movem-se lentamente em torno do Sol, no que parece ser um movimento imutável. Contudo, Sol, planetas, luas principais e planetas anões (como Plutão) estão em constante troca de energia gravitacional, podendo mudar, de forma sutil, suas órbitas a cada mil ou milhões de anos.
A maneira como os cientistas conseguem compreender tais mudanças determina até que ponto no tempo eles podem traçar, com segurança, as órbitas planetárias. Isso é conhecido como horizonte temporal.
“Há certo período além do qual não é mais possível retroceder o relógio“, explicou Sean Raymond, astrônomo do Laboratoire d’Astrophysique de Bordeaux e da Université de Bordeaux (França), ao EOS.
Os cálculos mais precisos do horizonte de tempo em nosso planeta exigem medições mais precisas dos corpos existentes em nosso Sistema Solar. Tudo, desde a forma ligeiramente não-esférica do Sol, até os tamanhos dos demais corpos presentes por aqui (como planetas, planetas-anões, grandes asteroides e luas) precisa ser calculado.
Recentemente, a partir de estudo publicado na Astrophysical Journal Letters, astrônomos demonstraram que outro fator precisa ser considerado ao calcular o horizonte temporal da Terra: as demais estrelas que viajam a velocidades estonteantes próximas de nossa casa.
Os rastros gravitacionais que elas produzem são capazes de encurtar o horizonte de tempo terrestre em até 10%, ou sete milhões de anos, diz o estudo.
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